domingo, 23 de junho de 2013
Vir Pra Rua É Compartilhar Energia E Emoção
Qual o valor da bandeira de seu País cintilando no alto de uma haste? Qual o sentido de uma multidão cantando - numa comoção quase assustadora - palavras de uma nova ordem e algum progresso? Quantos ali sabem o que defendem, o que é importante, quiçá o que acreditam? Creio que as pessoas ainda estão desnorteadas pelo levante coletivo ocorrido nas últimas duas semanas, devido ao aumento na tarifa do transporte público, e ainda tentam assimilar assuntos que - embora urgentes - são complexos. Mas é preciso reconhecer que há um esforço da população (ou certa parcela) em interar-se com a política brasileira. Aos poucos, abre-se o leque de temas como a PEC-37 (proposta de Emenda que tira do STF o direito de investigar políticos acusados de corrupção), a diminuição salarial dos políticos e até o famigerado projeto apelido de 'Cura Gay' que tramita em comissão liderada pelo pastor Marco Feliciano no Congresso Nacional. Mas do que tornar-se um especialista nesses assuntos, contudo, a retomada do livre exercício do civismo é (acredito) o melhor resultado das manifestações. É natural que o povo esteja, digamos, 'seguindo a manada' da passeata, afinal ele acabou de acordar. Mas não é o caso, como têm feito alguns, de menosprezar a energia e a volatilidade da multidão. Há uma eletricidade no ar, não gerada diretamente pela violência ou selvageria, e que irmana o sentimento de uma mudança (possível) e gregária. Vir para a rua, juntar-se ao mar de gente, compartilhar energia e emoção não é inútil. Diferente dos que apelam para um (pobre) discurso pseudo-reacionário de rede social, na comodidade do próprio quartinho, a maioria pacífica tem mostrado que quer mudar o dito 'sistema' num escopo coletivo, e não como vândalos saqueadores e individualistas que preferem mudar o sistema... de som e audivisual de suas casinhas!
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário