Vai demorar um tanto ainda para que o público brasileiro possa conferir o espetáculo (viajando pelo mundo, ele deve chegar ao Brasil em 2015!). Um apertivo é sua trilha sonora disponível para audição na web. À cargo do produtor musical Berna Cepas, o trabalho demora a alinha-se no conceito 'universal' de Colker (e da própria companhia circense). Sua música é festiva, de fácil assimilação, e marcada por ritmos brasileiros (como samba, forró, bossa nova, funk carioca, baião e até carimbó) mas a repetição de estilo (que visa reforçar a identidade nacional num contexto estrangeiro) soa por vezes genérica - para não dizer cliché. Sua música ganha destaque mesmo é quando conduz a diversidade e multicolorido de sons à uma passarela sem distinção de fronteiras. 'Orvalho', por exemplo, é um tema cuja produção não se escora em elementos 'exóticos' porém apura sua melódia (recorrendo a arranjos de corda e uma discreta programação eletrônica) com uma inteligência e sensibilidade que qual fosse seu idioma ele não daria conta em traduzir tamanha beleza.
terça-feira, 28 de maio de 2013
Show de Dança
A marca Cirque du Soleil por vezes paga o preço de ser uma… Marca. A sensação de que cada novo espetáculo virou quase um derivativo de si acaba por comprometer os lançamentos do grupo. O fato de terem confiado na coreógrafa brasileira Deborah Colker uma de suas últimas montagens, o elogiado Ovo, é um sinal dessa busca por renovação. E Colker, de energia e criatividade faíscantes, é uma artista apta para apresentar algo novo. À frente da companhia que leva seu nome, Deborah Colker lança-se numa investigação instigante sobre o movimento, a velocidade, desejos e inquietação humana, e embora utilizei elementos da cultural brasileira, seu trabalho não possui viés delimitado (ou mesmo de apelo) nacionalista. Seu interesse é claramente atingir um público amplo pelo magnetismo de suas coreografias, cenários inusitados e contextualizações estéticas. Foi com esse espírito impetuoso (e sem amarras), que ela mudou o foco do tradicional palco horizontal para a ação transcorrendo num paredão de alpinismo em ‘Velox’ (1995), explorou planos e níveis de movimentos dentro e fora de uma roda-gigantesca em 'Rota' (1997) e incorporou à dança o mundo das artes plásticas - com a interação direta entre os bailarinos e as obras utilizadas como cenário - em '4 x 4' (2002) [no mais audacioso dos quatro atos, uma trupe desliza frenética em meio a dezenas de vasos de cerâmica que podem se quebrar a qualquer momento - num exercício de agilidade, precisão milimétrica e delicadeza singular]. O fato de ser a primeira mulher (e brasileiro) a dirigir o Cirque du Soleil, nos 25 anos da companhia canadense, denúncia portanto menos quanto ao sexo e mais pela competência e talento da coreografa carioca.
Vai demorar um tanto ainda para que o público brasileiro possa conferir o espetáculo (viajando pelo mundo, ele deve chegar ao Brasil em 2015!). Um apertivo é sua trilha sonora disponível para audição na web. À cargo do produtor musical Berna Cepas, o trabalho demora a alinha-se no conceito 'universal' de Colker (e da própria companhia circense). Sua música é festiva, de fácil assimilação, e marcada por ritmos brasileiros (como samba, forró, bossa nova, funk carioca, baião e até carimbó) mas a repetição de estilo (que visa reforçar a identidade nacional num contexto estrangeiro) soa por vezes genérica - para não dizer cliché. Sua música ganha destaque mesmo é quando conduz a diversidade e multicolorido de sons à uma passarela sem distinção de fronteiras. 'Orvalho', por exemplo, é um tema cuja produção não se escora em elementos 'exóticos' porém apura sua melódia (recorrendo a arranjos de corda e uma discreta programação eletrônica) com uma inteligência e sensibilidade que qual fosse seu idioma ele não daria conta em traduzir tamanha beleza.
Vai demorar um tanto ainda para que o público brasileiro possa conferir o espetáculo (viajando pelo mundo, ele deve chegar ao Brasil em 2015!). Um apertivo é sua trilha sonora disponível para audição na web. À cargo do produtor musical Berna Cepas, o trabalho demora a alinha-se no conceito 'universal' de Colker (e da própria companhia circense). Sua música é festiva, de fácil assimilação, e marcada por ritmos brasileiros (como samba, forró, bossa nova, funk carioca, baião e até carimbó) mas a repetição de estilo (que visa reforçar a identidade nacional num contexto estrangeiro) soa por vezes genérica - para não dizer cliché. Sua música ganha destaque mesmo é quando conduz a diversidade e multicolorido de sons à uma passarela sem distinção de fronteiras. 'Orvalho', por exemplo, é um tema cuja produção não se escora em elementos 'exóticos' porém apura sua melódia (recorrendo a arranjos de corda e uma discreta programação eletrônica) com uma inteligência e sensibilidade que qual fosse seu idioma ele não daria conta em traduzir tamanha beleza.
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