Antes do sucesso na TV, a história de Bobby já era emblemática para quem estuda a homossexualidade. Para os especialistas, as famílias precisam compreender melhor o assunto, prevenindo tragédias. Famílias de todos os credos e classes sociais ainda encurralam seus filhos gays para quadros de depressão, revolta e desesperança. Estudos alertam que a taxa de suicídios é explosiva entre jovens homossexuais, principalmente entre efeminados, usuários de álcool e drogas, que não resistem a tanta pressão e angústia. Enfrentar esse tipo de tragédia também não é fácil para os familiares - ao contrário. A morte de Bobby, por exemplo, provocou um terremoto em sua conservadora família, e seus parentes se remoeram de culpa até conseguirem - depois de muito sofrimento - encontrar um caminho para superar o trauma. O telefilme dirigido por Russell Mulcahy nem sempre consegue traduzir em imagens o tumulto psicológico de seu protagonista. Por vezes simplista, seu trabalho limita-se a representar de maneira literal o que é comentado em palavras (o protagonista dependurado em fios de alta tensão ou amarrado à arames farpados) não primando pela ousadia e originalidade. Cabe ressalvas também ao roteiro, que pinta um cenário genérico do contexto histórico e não aprofunda fatos importantes - como a AIDS começando a se espalhar e sendo atribuída erronea e exclusivamente ao meio gay. É preciso reconhecer, contudo que as eventuais falhas não tornam a obra um dramalhão. No final das contas, o longa se sustenta mesmo pelo bom desenvolvimento dos personagens e trabalho do elenco - em especial, o jovem Ryan Kelley que se sai bem como o angustiado Bobby, e a veterana Sigourney Weaver, em minuciosa composição da austera Mary Griffith. Seu principal momento, onde comenta a morte do filho, diante de ativistas contrarios à Liberdade Gay, é um típico 'momento do ator' porém devastador o suficiente para verdadeiramente emocionar. Suas palavras ressoam dolorosas mas finalmente iluminados quando, afinal, conclui: “Eu sei porque Deus não ‘curou’ o meu filho. Ele não o curou porque não havia nada de errado para ser curado”.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Somos Todos Um
Antes do sucesso na TV, a história de Bobby já era emblemática para quem estuda a homossexualidade. Para os especialistas, as famílias precisam compreender melhor o assunto, prevenindo tragédias. Famílias de todos os credos e classes sociais ainda encurralam seus filhos gays para quadros de depressão, revolta e desesperança. Estudos alertam que a taxa de suicídios é explosiva entre jovens homossexuais, principalmente entre efeminados, usuários de álcool e drogas, que não resistem a tanta pressão e angústia. Enfrentar esse tipo de tragédia também não é fácil para os familiares - ao contrário. A morte de Bobby, por exemplo, provocou um terremoto em sua conservadora família, e seus parentes se remoeram de culpa até conseguirem - depois de muito sofrimento - encontrar um caminho para superar o trauma. O telefilme dirigido por Russell Mulcahy nem sempre consegue traduzir em imagens o tumulto psicológico de seu protagonista. Por vezes simplista, seu trabalho limita-se a representar de maneira literal o que é comentado em palavras (o protagonista dependurado em fios de alta tensão ou amarrado à arames farpados) não primando pela ousadia e originalidade. Cabe ressalvas também ao roteiro, que pinta um cenário genérico do contexto histórico e não aprofunda fatos importantes - como a AIDS começando a se espalhar e sendo atribuída erronea e exclusivamente ao meio gay. É preciso reconhecer, contudo que as eventuais falhas não tornam a obra um dramalhão. No final das contas, o longa se sustenta mesmo pelo bom desenvolvimento dos personagens e trabalho do elenco - em especial, o jovem Ryan Kelley que se sai bem como o angustiado Bobby, e a veterana Sigourney Weaver, em minuciosa composição da austera Mary Griffith. Seu principal momento, onde comenta a morte do filho, diante de ativistas contrarios à Liberdade Gay, é um típico 'momento do ator' porém devastador o suficiente para verdadeiramente emocionar. Suas palavras ressoam dolorosas mas finalmente iluminados quando, afinal, conclui: “Eu sei porque Deus não ‘curou’ o meu filho. Ele não o curou porque não havia nada de errado para ser curado”.
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