sábado, 3 de agosto de 2013

07/07


"(...) Galgando rochas e pedras,
firmando os pés no barro úmido da terra;
seguindo o sopro cálido dos ventos,
o murmurar d'água de um veio barrento.
Os raios de sol invadiam a escuridão
transluzindo o caminho da trilha
fechada por dentro da mata.
A iluminação incindindo sobre as árvores
diluia o tom escurecido das folhagens;
a luz clara e leitosa,
transformava galhos em ramificações viçosas.
Naquele mundo de cores e solidão particular,
tudo tinha um encantamento simbólico...
Nem as muitas pessoas lotando a estrada incomodavam.
Fora atrás de uma imagem - o topo daquela montanha
- além de algum sentimento perdido,
e acho que, de certo modo, o encontrei novamente.
A cidade vista do alto,
o ser humano pequenininho...
os pensamentos que demandavam intensidade
de repente, arrefeceram todos, ou amenizaram os sentidos.
Os problemas foram ficando pelo caminho,
como camadas de roupa arrancadas do corpo
pelo incomodo do calor produzido durante o percurso.
Tudo se tornara, enfim, menos plangente.
De fato, o que carregava
quando chegara no alto daquele pico,
não era mais do que precisava.
Tinha comigo apenas o essencial".

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